TRAVESSIA odontologia oncológica Agendar
Trilha entrando numa floresta à noite, com um fio de luz dourada flutuando.

( nossa história )

A travessia
começou
numa cozinha.

Londrina, alguns anos atrás.

role para atravessar com ela

Dona Adelaide e seu José, lado a lado, numa festa de família.

( a família )

Dona Adelaide e seu José.
Uma família como a sua.

( o diagnóstico )

Câncer de pulmão.

Entre o diagnóstico e a despedida, três meses. Num fim de semana, Jossânia chegou à casa dos pais e encontrou os dois chorando: a mãe com dor, sem conseguir comer. O pai, desesperado por não conseguir fazer nada por ela.

— Mãe, o que a senhora quer
que eu faça para a senhora comer?

— Faz um cuscuz para mim e põe leite,
que eu como um pouco.

E naquele momento, dona Adelaide pôde comer.

“E eu fui embora falando assim: cara,
por que eu não tenho conhecimento
para ajudar minha mãe?”

— Dra. Jossânia

( antes disso, uma vida inteira )

Jossânia casou aos 17 — naquela casa, só se saía casada. Foi mãe aos 19, de novo aos 23. Quando o mundo dizia que era tarde, ela voltou: terminou os estudos, encarou dois anos de cursinho e entrou na faculdade aos 29.

“A vida pode demorar, mas ela vai bater na tua porta várias vezes — para você se olhar.”

Aos 38, era cirurgiã bucomaxilofacial.

( onde mora o coração )

“Eu amava. Ganhava peixe dos meus pacientes. Ganhava ovo. Eles eram muito simples — mas eram muito amorosos. Aquilo, para mim, fazia muito sentido.”

Nos centros de especialidades da prefeitura, ela descobriu para quem trabalhava: gente. Tem pacientes que ela não esquece até hoje.

( o chamado )

“Eu liguei para ele à noite, na volta, e falei: meu amor, eu entendi. Eu vou fazer odontologia hospitalar no Einstein.”
Fachada do Instituto Albert Einstein.
einstein · odontologia hospitalar
Dra. Jossânia paramentada em centro cirúrgico.
beira-leito e UTI
Dra. Jossânia diante do Centro de Intervenção Oncológica.
intervenção oncológica
Uma mão segura uma fotografia antiga da família.
“Eu preciso fazer por eles
o que eu não consegui
fazer pela minha mãe.”

( a maior descoberta )

“Não é eu ajudá-los — é eles me ensinarem a ser uma pessoa melhor. Porque é isso que esses pacientes fazem com nós.”

“Eu não consigo curar todo mundo.
Mas eu posso cuidar.”

Dra. Jossânia hoje, em retrato com luz quente.

( a casa )

“Quem chegar lá, vai para casa.”

Um lugar de escuta, de amparo, de troca — construído a dois: ela no cuidado, Matheus amparando o espaço. O que ela não pôde dar à mãe, dá todos os dias: alívio da dor, o poder de se alimentar, dignidade.

( a outra margem )

DOAR · SERVIR · RECEBER

“Ninguém veio para salvar ninguém. Você veio para mostrar ao outro que ele consegue — que essa luz não está fora. Está dentro.”

Se a sua travessia está começando,
venha tomar um café com a gente.

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